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Jogadoras protestam contra objetificação feminina no handebol

"Mulheres não são vistas como atletas. Estamos em quadra apenas para chamar a atenção", lamenta Carolina Peixinho

Por Maria Beatriz Melero Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 set 2017, 18h56 | Atualizado em 1 set 2017, 21h41
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 (Reprodução/Facebook)
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No último domingo (27), as jogadoras do time de handebol de areia CopaBeach/CEPRAEA foram impedidas de entrarem em quadra vestindo bermudas em complemento ao sunquíni – roupa de banho similar ao biquíni.

As atletas também foram ameaçada de perderem a partida por W.O. – situação em que a vitória é atribuída ao time adversário – caso prosseguissem com o traje. Apesar de não estarem de acordo, contudo, as jogadoras entraram em quadra.

O motivo da proibição? Pelas regras da Federação Internacional de Handebol (FIH), atletas mulheres devem trajar o sunquíni em quadra.

A obrigatoriedade causou indignação por parte do time. Afinal, a peça foi permitida nas primeiras partidas do campeonato estadual que o CopaBeach/CEPRAEA disputa. “No primeiro turno, jogamos com bermudas e tops. Outras equipes fizeram o mesmo. Inclusive, vestiram camisetas. Quando nos apresentamos para entrar em quadra no domingo, veio um dirigente da federação avisar que não poderíamos jogar com a bermuda”, lembra a jogadora Carolina Peixinho, 35 anos.

Diante da proibição, as jogadoras decidiram se manifestar contra o machismo no esporte explícito na diferenciação entre os uniformes masculinos e nos femininos. O primeiro protesto foi uma publicação da irmã de Carolina, Gabriela Peixinho, 34 anos, publicado em sua página no Facebook logo após a partida do domingo. “Nós repudiamos a obrigatoriedade do uso do sunquíni. Cada equipe deve ter o direito de escolher.”

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Em seguida, o time elaborou um manifesto contra o uso do sunquíni.”As regras estabelecidas pela Federação Internacional de Handebol são desiguais para o uso do uniforme por homens e mulheres atletas da modalidade e ferem os princípios de equidade de gênero. Enquanto as mulheres devem vestir sunquini e top, os homens fazem uso de bermudas e camisas”, escreveram as jogadoras.

Uma das críticas do time é o objetivo que traje carrega. “Só o uniforme das mulheres expõe o corpo. Dos homens cobre. Para nós, é uma clara evidência de que as mulheres são vistas como objetos e não como atletas. [Para a FIH] estamos em quadra apenas para chamar a atenção”, explica Carolina.

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Embora o objetivo principal do manifesto seja anular a regra da federação em relação a obrigatoriedade do sunquíni, Carolina afirma que o protesto deve ir além. “Nossa ideia é provocar um debate sobre o machismo no esporte. Não queremos brigar com a Federação – queremos como parceira. Afinal, entre os motivos que levam muitas meninas a deixarem o esporte estão a exposição de seus corpos e a objetificacão.”

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O contraste fica ainda mais claro quando observamos um time masculino vestindo apenas sunga. Os jogadores da equipe masculina do CopaBeach/CEPRAEA publicaram uma foto apoiando as colegas de clube na página oficial da equipe.

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Nesta sexta-feira (01), o time feminino de handebol de areia CopaBeach/CEPRAEA divulgou um formulário para o público expressar sua opinião sobre o uso obrigatório do suquini.

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