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Ex-namorada de diplomata demitido fala sobre agressões sofridas

Além da denúncia feita em decorrência do caso, ocorrido em 2016, Renato de Ávila Viana é investigado por injúria e foi preso por agredir a atual companheira

Por Anna Laura Moura Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
23 set 2018, 15h24 • Atualizado em 16 abr 2024, 09h26
 (Metrópoles/Reprodução)
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  • Renato de Ávila Viana, 42 anos e ex-diplomata que ocupava o cargo de primeiro secretário do Ministério das Relações Exteriores do Itamaraty, foi demitido nesta quinta-feira (20) em decorrência de um processo administrativo que averiguava sua conduta, e também pela denúncia feita por sua ex-namorada Maria*. Ela foi agredida fisicamente e diariamente por Renato depois de um mês de namoro, em 2016.

    A agressão mais séria aconteceu em novembro do mesmo ano, quando Renato deu uma cabeçada na boca de Maria*, que perdeu um dos dentes da frente. Hoje, ela faz um tratamento dentário adquirido através de uma vaquinha virtual organizada por mulheres diplomatas do Itamaraty, que juntaram R$ 61 mil

    Renato também é investigado por um caso de injúria envolvendo uma mulher, que começou a tramitar em junho do ano passado. No dia anterior à sua demissão, ele foi preso sob a acusação de ter agredido a atual namorada, mas foi solto depois de pagar a fiança.

    Segundo a advogada do diplomata, Dênia Magalhães, a namorada dele tem Transtorno de Personalidade Borderline e sofreu um surto psicótico no dia. Por isso, a tentativa de controlá-la teria sido interpretada pelo vizinhos como violência doméstica. 

    “Muitas pessoas podem estar felizes porque ele perdeu o emprego, mas eu ainda sofro, sei que esse homem está solto. Tenho medo que ele faça mal a mim, e também pode fazer a outras mulheres”, disse Maria* à revista Época. “Queria me sentir feliz, mas ainda me sinto revoltada, violentada. Eu não precisava ter sido vítima dele, assim como a moça que está sofrendo agora não precisava. Já existiam denúncias contra o Renato, e ele está solto. Fico desesperada só de pensar”. 

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    A Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB) divulgou uma nota de repúdio aos atos de violência e discriminação contra as mulheres, e citou o caso.

    “Diante de notícias veiculadas na imprensa sobre denúncias de agressão à mulher envolvendo um mesmo membro da carreira diplomática brasileira – o qual já responde por atos anteriores – a Associação dos Diplomatas do Brasil (ADB Sindical) repudia veementemente quaisquer atos de violência contra mulheres e a discriminação de gênero. A entidade, criada há 30 anos e que representa cerca de 1.500 associados, reitera que, em diversas oportunidades, manifestou preocupação junto à alta esfera do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pediu medidas efetivas relacionadas ao caso. É parte principal dos valores da ADB/Sindical o protagonismo na promoção da igualdade de direitos entre homens e mulheres, bem como no combate a toda e qualquer forma de violência. Diante do exposto, a ADB/Sindical reafirma junto aos órgãos competentes a necessidade da aplicação de medidas cabíveis para o cumprimento da lei em sua plenitude.”

    *O nome original da vítima não foi divulgado.

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