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Conheça Aaron Wheelz, o esportista que abriu a cerimonia paralímpica

Terceiro de seis irmãos adotados, o norte-americano nasceu com uma rara doença congênita que o impede de andar.

Por Débora Stevaux (colaboradora)
7 set 2016, 19h25 • Atualizado em 27 out 2016, 20h30
Getty Images/Alexandre Loureiro
Getty Images/Alexandre Loureiro (/)
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  • A cerimonia de abertura dos Jogos Paralímpicos desta quarta (7) emocionou muita gente não só pela grandiosidade da sua beleza ou por ter contado com o maestro João Carlos Martins executando o hino nacional brasileiro. 

    Logo no início, o atleta Aaron “Wheelz” Fotheringham, de apenas 23 anos, surpreendeu a plateia por descer, em sua cadeira-de-rodas, uma Mega Rampa, numa ultrapassagem incrível do painel que marcava o último segundo para a abertura da Rio 2016, no Estádio do Maracanã. 

    Leia mais: Mãe de atleta: reações emocionantes das famílias dos competidores​.

    Mas aqueles que viram somente este trecho do evento nem sequer imaginam a história de persistência e superação por trás deste americano, nascido na cidade de Las Vegas, Nevada.

    Matthew Stockman/Getty Images
    Matthew Stockman/Getty Images ()

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    Aaron nasceu com uma condição raríssima: espinha bífida, que implica deficiência congênita localizada na medula espinhal, inviabilizando os movimentos de suas pernas. Ele é o terceiro de seis filhos, todos adotados — mas nem a falta de oportunidades ou as limitações foram capazes de desmotivá-lo. 

    Veja também: Abertura da paralimpíada terá dançarina com próteses e manobras aéreas em cadeira de rodas.

    Sempre foi conhecido por ser muito sapeca: desde pequeno conseguia fazer tudo que qualquer criança da sua idade fosse capaz. Obviamente, que com muito mais esforço próprio: precisava rolar, sentar e até rastejar para se locomover. 

    Familiares relatam que ele vestia sua capa de Super Homem e deslizava pelo corredor de bruços, acreditando, como a maioria dos garotinhos de 4 anos, que poderia voar.

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    Leia mais: A pequena gigante: os vôos da ginasta Rebeca Andrade.

    Sua crença tornou-se realidade quando Aaron foi reconhecido como o único cadeirante de todo o mundo a descer a Mega Rampa e executar duas das mais difíceis manobras da categoria WCMX, o Black Flip e o Front Flip — eternizando, assim, seu nome no Livro dos Recordes. 

    Reprodução/Crave Online Sports
    Reprodução/Crave Online Sports ()

    O primeiro contato do atleta com as pistas poderia ter acabado de forma trágica: aos 8 anos, seu pai o levou para acompanhar o irmão mais velho, Brian, andar de skate. Foi então que ele tentou descer a rampa e caiu, machucando-se bastante, mas nem por isso Aaron se acanhou. 

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    Veja também: Mãe da ginasta Gabby Douglas: “parem de humilhar a minha filha”​.

    Vencedor de inúmeras competições da modalidade, o atleta não se basta somente à carreira esportiva. Também dá palestras motivacionais e vai a acampamentos de verão especiais para crianças com deficiência e as ensina a manejar e controlar melhor suas cadeiras para que também possam fazer manobras fantásticas como ele.

    Não precisamos ser deficientes físicos para nos inspirarmos com a história de vida do americano, que nesta noite, levou ao pé da roda o lema das Paralimpíadas: “O coração não conhece limites, e todo mundo tem um coração.”

    Leia mais: Jogadora Formiga: “Troco ouro por mais mulheres nos grandes clubes”​.

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