Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Abril Day: Claudia por apenas 4,00

Grife coloca modelos negros como primitivos e reforça ideias racistas

A Marni usou modelos afrodescendentes com correntes próximas aos pés para criar um mood "selva" em nova campanha

Por Da Redação
30 jul 2020, 22h38 • Atualizado em 30 jul 2020, 22h54
 (Instagram @diet_prada/Reprodução)
Continua após publicidade
  • A grife de luxo italiana, Marni, divulgou uma campanha na última sexta-feira (24) por e-mail e pelo perfil oficial no Instagram, em que foi apontada por reproduzir esterótipos racistas ligados à cultura negra, reforçando erroneamente uma relação de primitividade e colonização de corpos pretos.  As fotos, que aconteceram em uma praia em Salvador, tinham modelos negros retintos, usando biquínis e sungas e acompanhados de expressões como “clima de selva”, “amuleto tribal” e “descalço na selva”.

    A produção da campanha também contou com elementos, que nem eram da marca, para reforçar o clima rústico e primitivo, como chapéu e outros acessórios. O Diet Prada, que vem jogando luz em opressões disseminadas por grandes marcas do segmento da moda, foi um dos perfis que denunciou o racismo cometido pela marca. “Esses estereótipos são apenas algumas das maneiras pelas quais a instituição da supremacia branca oprimiu, desumanizou e privou os negros de seus direitos humanos”, escreveram em uma publicação.

    Além das frases, dois modelos chegaram a ser pintados com uma espécie de argila, outro sobreposto por uma bolsa que leva o nome da marca e tem como adereço cordas, semelhantes às usadas para chicotear negros escravizados. Uma terceira foto ainda apresentava um modelos com os pés próximos a uma corrente, remetendo aos grilhões usadas no período da escravidão. “Esse é o pior exemplo de representação de corpos negros através do olhar branco. Você deviam se envergonhar!”, questionou um perfil na publicação no Instagram.

    Nesta quarta-feira (29), a marca se posicionou sobre a campanha, que contou com o fotógrafo Edgar Azevedo e a direção de arte de Giovanni Bianco, ambos brasileiros, pelo Instagram. No comunicado, a grife se desculpa e aponta que a campanha teve um impacto oposto. “Pedimos desculpas pelo dano e ofensa que nossa última campanha causou. O que se pretendia ser uma campanha que celebrava a beleza da cultura afro-brasileira sob a perspectiva do fotógrafo brasileiro Edgard Azevedo concretizou-se tendo o impacto oposto. Nossas fiscalizações ao longo do processo de revisão são inaceitáveis ​​- e, por isso, lamentamos muito”, apontaram. Todas as fotos da campanha foram deletas das redes sociais Marni.

    Continua após a publicidade

    https://www.instagram.com/p/CDPtl8EHYAr/?utm_source=ig_web_button_share_sheet

    Todas as mulheres podem (e devem) assumir postura antirracista:

    Publicidade
    TAGS:

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    ABRILDAY

    Digital Completo

    Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    ABRILDAY

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.