Finanças em 2026: 5 passos para sair das dívidas
Especialista em finanças pessoais explica como lidar com as despesas acumuladas sem cair no endividamento
Alcançar a independência financeira é o sonho da maior parte da população. Mas, para isso, é preciso um pouco de organização para garantir que o dinheiro dê conta das despesas e ainda sobre para ser investido de alguma forma.
Principalmente em janeiro, mês conhecido por concentrar gastos extras, o planejamento vira uma necessidade para não começar o ano já se afogando em dívidas.
Para ajudar, conversamos com Breno Nogueira, especialista em finanças pessoais, que reuniu cinco dicas práticas para se organizar e não passar 2026 no sufoco.
1. Encare janeiro como um mês de planejamento
O primeiro erro, segundo Breno, é tratar janeiro como um mês “atípico” e tentar resolver tudo no susto. O ideal é colocar no papel (ou na planilha) todas as despesas do período, fixas, variáveis e sazonais, para entender o tamanho real do compromisso financeiro. “Quando a pessoa enxerga o todo, ela para de apagar incêndio e começa a tomar decisões conscientes”, afirma.
2. Reduza o uso do cartão de crédito
O cartão de crédito pode parecer uma solução rápida, mas costuma ser o principal vilão do início do ano. “No cartão, tudo sobe: a fatura, os juros e a falsa sensação de controle. No débito, o dinheiro realmente sai, e isso muda o comportamento”, diz Breno.
A recomendação é evitar parcelamentos muito longos e, sempre que possível, amortizar dívidas com juros altos, como rotativo e cheque especial.
3. Organize as contas antes de assumir novos gastos
IPVA, material escolar, seguros e renovações costumam comprometer boa parte da renda logo no início do ano. Segundo ele, o erro mais comum é assumir novos gastos antes de garantir que essas contas essenciais estejam cobertas.
4. Defina um limite diário de gastos
Para quem se sente perdido financeiramente depois das festas, Breno recomenda um método simples: calcular quanto pode gastar por dia.
“Se a pessoa sabe que pode gastar R$ 100 por dia, ela cria um filtro automático para decisões pequenas, que são as que mais sabotam o orçamento”, explica.
O método funciona como um velocímetro financeiro: gastou mais hoje, ajusta amanhã; gastou menos hoje, ganha fôlego depois.
5. Não espere um ‘milagre financeiro’ para começar sua reserva
Muitas pessoas entram em janeiro acreditando que algum dinheiro extra vai resolver tudo, como o 13º salário. Para o especialista, essa expectativa abre espaço para decisões ruins e novas dívidas. “Emergência não é se vai acontecer, é quando e quanto vai custar. A reserva de emergência é o amortecedor que impede que um imprevisto destrua todo o planejamento.”
Mesmo que o valor inicial seja pequeno, o importante é criar o hábito e tornar a reserva parte fixa do orçamento mensal.
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