Oferta Relâmpago: Claudia por 7,99

Falta de negros, “cura gay” e incesto: as polêmicas de ‘Segundo Sol’

Como pode uma novela ambientada na Bahia ter uma minoria de atores negros? E essa representação LGBT aí?

Por Fábio Garcia 6 nov 2018, 16h35 | Atualizado em 16 jan 2020, 05h51
Trio principal de ‘Segundo Sol’ composto apenas por atores brancos
 (Globo/Divulgação)
Continua após publicidade
Falta de negros, “cura gay” e incesto: as polêmicas de ‘Segundo Sol’ Priorizar nos meus resultados Google

Se ‘Segundo Sol‘ não soube entregar uma história coerente e sem falhas, pelo menos no campo das polêmicas ela foi bem produtiva. Mesmo antes da novela estrear já tínhamos alguns assuntos delicados relacionados à novela, e eles não cessaram nem com a trama no ar e alguns ajustes feitos no decorrer.

Tópicos como a falta de negros em Salvador e algumas polêmicas abordagens de homossexuais ajudaram ‘Segundo Sol’ a virar notícia não só por sua história, mas também pela repercussão negativa na mídia. Aproveitando essa reta final, vamos relembrar essas polêmicas?

A ausência de negros

Quando o autor João Emanuel Carneiro anunciou uma novela ambientada em Salvador, isso trouxe alegria para uma população sempre esquecida nas novelas. Além de belas paisagens e uma cidade linda, a capital baiana tem a maioria de sua população composta por pessoas negras, então isso significava que veríamos muitos atores afrodescendentes na trama, certo? Errado!

Falta de negros, “cura gay” e incesto: as polêmicas de ‘Segundo Sol’
(Mario Piroli)

À medida que a Globo ia divulgando os atores da novela, percebíamos que o elenco era majoritariamente branco. Desde o cantor de axé à marisqueira de Boiporã, a etnia dos atores pouco representava a diversidade da Bahia.

Continua após a publicidade

E isso não aconteceu só no núcleo principal: dos cerca de 30 atores do começo da novela, apenas 4 eram negros. Esse estranhamento foi tema de várias matérias, e a Globo chegou a receber instruções sobre como representar melhor a diversidade da população. Com o passar dos capítulos, personagens secundários negros foram sendo introduzidos como forma de “compensar”, mas o estranhamento de ver uma trama baiana cheia de brancos continuou.

Mesmo o tema racial, representado pelo drama de Roberval (Fabrício Boliveira) foi esquecido num churrasco de tal forma que até as novelas ‘Orgulho e Paixão‘ e ‘O Tempo Não Para‘ trataram do assunto de forma melhor.

Continua após a publicidade

A controversa abordagem LGBT

Com os LGBTs sendo cada vez mais representados nas novelas, era de se esperar que uma personagem da trama mostraria esse lado. Maura (Nanda Costa) foi mostrada como uma policial que nunca teve relações, até se apaixonar pela vizinha bissexual. Ao revelar sua orientação para o pai preconceituoso, a pobre Maura precisou ouvir aquele clichezão ofensivo de “você não experimentou o homem certo ainda“. Infelizmente a mão do autor a levou bem para esse lado preconceituoso.

Falta de negros, “cura gay” e incesto: as polêmicas de ‘Segundo Sol’
()

João Emanuel Carneiro tratou de juntar Maura com o Ionan (Armando Babaioff), seu parceiro policial e amigão. Do nada, a lésbica Maura foi “convertida” e descobriu um desejo por homem que não havia sido traçado na criação e apresentação da personagem. Muito se falou que a personagem poderia ser bissexual, mas isso vai contra a forma como o autor a apresentou. E fazendo com que ela se relacione com o Ionan só fez parecer que o preconceito dito por seu pai estava… certo.

Continua após a publicidade

Horrível, não é?

Falta de negros, “cura gay” e incesto: as polêmicas de ‘Segundo Sol’
()

Para o final da história está prevista uma saída ainda mais preguiçosa: Maura deve terminar a novela num trisal, repetindo o desfecho de vários outros personagens homossexuais das novelas.

Continua após a publicidade

E o incesto?

Essa não foi necessariamente uma polêmica porque pouco repercutiu na mídia, mas ‘Segundo Sol’ acabou sendo palco para uma série de relações incestuosas. Na verdade elas só foram percebidas mais no final da trama, quando o parentesco de personagens foram revelados. Karola (Deborah Secco) passou parte da trama se pegando fortemente com Remy (Vladimir Brichta) achando que ele era seu cunhado, mas na verdade ele era seu tio, afinal era irmão de Laureta (Adriana Esteves). A própria cafetina também teve uma relação complexa ao se envolver com Roberval, filho de seu amante. Que bagunça!

Vamos ver se ‘O Sétimo Guardião‘ consegue arranjar menos confusão nos próximos meses.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto branco OFERTA RELÂMPAGO e Você pediu, a gente ouviu!. À esquerda, um ícone de árvore. À direita, capas de revistas digitais e um celular exibindo notícias, com raios brancos ao fundoBanner laranja com texto branco e contorno amarelo neon: OFERTA RELÂMPAGO e Você pediu, a gente ouviu!. Um ícone de árvore branca está no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 67% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Claudia impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).