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Cara valente

Petrônio Gontijo dá adeus ao violento Fredo, de Os Mutantes, e já se prepara para atuar em outra trama da Record

Por Redação M de Mulher
11 nov 2008, 21h00 • Atualizado em 21 jan 2020, 11h02
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  • “Até hoje só peguei personagens
    interessantes”, afirma o ator
    Foto: Michel Ângelo

    Uma canção do grupo Los Hermanos ecoa pela casa. A cachorra vira-lata Sol brinca no chão e Petrônio Gontijo lê, calmamente, um livro da pilha que tem na cabeceira da cama. Assim é o paraíso particular do ator, de 40 anos. Essa paz, no entanto, foi conquistada. Avesso aos holofotes, ele confessa que, no começo da carreira, se sentia pressionado por toda a badalação da fama.

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    Mas que o tempo lhe trouxe um conhecimento maior de si. “Quando descobri que era o meu ofício o que realmente importava, fiquei mais tranqüilo. Foi como se tirasse um peso das costas”, confessa, rindo. Oposto de tamanho equilíbrio, seu personagem Fredo, em Os Mutantes, era a revolta em pessoa. Com seu lema “mutante bom é mutante morto”, não seria difícil compará-lo a uma espécie de Hitler tupiniquim.

    Porém, os seres fantásticos da trama de Tiago Santiago agora respiram aliviados, pois Fredo foi abduzido. Com isso, Petrônio deixou a novela. “Desde o começo, minha participação era de três meses. A princípio, estou saindo para fazer a novela do Lauro César Muniz, mas ainda não sei os detalhes”, diz ele, que irá aproveitar esse entremeio para viajar para o Nordeste, uma de suas paixões. Sempre animado, dá gosto ver esse mineirinho de Varginha falar sobre suas conquistas e seus sonhos: “A vida foi contando a minha história”, conclui, otimista.

    Monstro com coração
    “Fredo foi abduzido por um disco voador, mas brigou até o final. O legal é que ele não era maniqueísta. Sua postura era horrível, acreditava no extermínio, porém, agia assim porque pensava que ia salvar a humanidade. E até colocou isso à frente do amor que sentia pela Marta (Miriam Freeland). Nunca temi a reação do público, porque esse é o meu ofício: causar sensações. E o fim de todo personagem é sempre emocionante. Se um dia o Tiago decidir trazê-lo de volta, me interessaria fazê-lo.”

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    Fã de quadrinhos
    “Minha inspiração veio dos quadrinhos do Frank Miller, principalmente o Demolidor, os quais tenho todos, e de Sin City. Curti muito viver o Fredo, porque sempre quis fazer um papel assim! Trouxe o menino que brincava com isso, na infância, para brincar na trama. Minha caracterização também foi toda pensada: sugeri usar os óculos e o All Star. Queria dar um caráter pop a ele.”

    Grato ao destino
    “Acredito que o destino é o presente. É a minha relação com você agora ou com o motorista que vai me levar para casa, por exemplo. Se tiver verdade, então estaremos influenciando o destino, entende? Isso me interessa muito. Às vezes, parece que a vida nos coloca em caminhos malucos, mas Deus tem sempre bom humor e nos faz aprender alguma coisa com esses percalços. Eu busco, diariamente, esse crescimento.”

    Pedaços de mim
    “O barato do ator é poder mergulhar no universo do papel e se comprometer com ele, a ponto de deixar um pedaço seu ali. Seja nos personagens pueris, como o Tom (de Luz do Sol), ou nos vilões, como o Fredo. A gente é o filtro do personagem, por isso, criamos uma ligação emocional forte com ele. Fredo veio sanguinário e tive que achá-lo dentro de mim. Claro que eu sei diferenciar, mas mexeu comigo, porque foi necessário revirar os próprios porões. Eu me exponho muito na arte, o que é delicado. Talvez por isso eu prefira uma vida pessoal mais recatada.”

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    Desbravando a dramaturgia…
    “Eu tinha feito Pátria Minha (1994), na Globo, mas meu sonho era ser um cara de teatro de São Paulo. Trabalhar com o Antônio Abujamra, Juca de Oliveira, Antonio Fagundes… Aí, pintou o convite do SBT para fazer uma novela lá e acabei aceitando, porque isso me possibilitaria atuar nos palcos da cidade. Consegui construir uma carreira no teatro e também contribuí para a teledramaturgia das emissoras paulistas. Aprendi muito com diretores como Fernando Rancoleta e Henrique Martins. Devo muito ao SBT, à Band, à Record… Hoje, me sinto livre para ir aonde eu quiser. E dei sorte, porque até hoje só peguei personagens interessantes.”

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