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Como estabelecer limites saudáveis para o uso de celulares por crianças?

Dependência digital dificulta o engajamento de crianças em outras atividades

Por Camila Iannicelli
2 jan 2025, 07h00
Como definir um limite de uso do celular para os meus filhos?
Participação da família deve ser ativa a fim de reverter cenários de riscos (Mikhail Nilov, Tima Miroshnichenko/Pexels)
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O uso de dispositivos eletrônicos oferece oportunidades na educação e acessibilidade, facilitando o aprendizado e o engajamento dos estudantes. Porém, o excesso de estímulos pode trazer prejuízos como sintomas de ansiedade, depressão, baixa autoestima, perda de habilidades sociais e redução no desempenho escolar. 

De acordo com Cecilia Gama, pediatra da Clínica Mantelli, a ação oferece outros impactos: “O uso excessivo do celular pode causar problemas como sedentarismo, obesidade, fadiga visual, além de interferir na qualidade do sono, devido à exposição à luz azul”. 

Quais são os riscos de ficar muito tempo no celular?
A luz azul dos dispositivos eletrônicos é prejudicial para a produção de melatonina, hormônio regulador do sono (Kampus Production/Pexels)

Segundo a pediatra e neonatologista Tatiana Cicerelli Marchini (CRM-SP 129889), “do ponto de vista neurológico, o uso contínuo pode alterar circuitos cerebrais ligados à atenção e à recompensa, tornando as crianças mais propensas à impulsividade”. Em relação aos adolescentes, ainda há riscos como as comparações sociais e necessidade de validação. 

Como definir as regras?

Na hora de estabelecer limites, não permita que o seu filho fique isolado no quarto ou em outro ambiente com acesso a aparelhos eletrônicos. O ideal é estimular a criança a utilizar em locais comuns da casa e perto da família. Além disso, supervisione sempre que possível e cheque o histórico das atividades realizadas. 

Cecilia complementa: “Os responsáveis devem incentivar o uso consciente da tecnologia, ajudando as crianças a equilibrar o entretenimento digital com atividades que promovam seu bem-estar físico, emocional e social”. A profissional ressalta a importância de priorizar momentos de convivência, interações sociais e alternativas de atividades interessantes. 

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O que pode substituir o celular?
Os filhos devem realizar atividades que estimulem o desenvolvimento cognitivo (Kelly Sikkema/Unsplash)

Aqui, vale destacar a diferença entre o tempo de tela ativo e passivo. O primeiro caso refere-se a atividades fisicamente envolventes, como o uso de videogames ou para fazer a lição de casa, por exemplo. Em outra perspectiva, o tempo passivo engloba o uso das redes sociais e televisão. 

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças menores de 2 anos não sejam expostas a telas, enquanto crianças entre 2 e 10 anos devem ter um tempo limitado de até duas horas por dia. Por fim, adolescentes entre 11 e 18 anos não devem ultrapassar o tempo de três horas de tela.

“A resistência é comum, especialmente quando os limites são uma novidade. Seja firme, mas compreensivo, explicando a razão dos limites e os benefícios. Reforce as consequências positivas, como mais tempo para brincar ou estar com a família. Evite ceder facilmente, pois isso pode enfraquecer a autoridade”, pontua Tatiana. 

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Se o objetivo é diminuir o tempo nos smartphones, o exemplo precisa começar em casa. Logo, incentive hábitos de leitura, desenho, escrita, esportes e outras atividades. Além disso, crie horários específicos e um tempo diário para o uso do celular e quais aplicativos podem ser acessados. 

Como posso incentivar o meu filho a passar menos tempo no celular?
Os pais devem ser o modelo e fornecer auxílio para as crianças (Andrea Piacquadio/Pexels)

Benefícios

“Educar desde cedo permite que as crianças desenvolvam uma relação saudável com a tecnologia. Elas aprendem a reconhecer o impacto do uso excessivo, a importância de priorizar tarefas essenciais e a se proteger de riscos como cyberbullying e exposição a conteúdos inapropriados”, destaca Tatiana. 

Cicerelli finaliza: “Incluir as crianças no processo torna os limites mais eficazes, pois elas se sentem valorizadas e entendem a razão por trás das regras. Essa abordagem colaborativa ajuda a criar um senso de responsabilidade e respeito mútuo”.

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