Sigourney Weaver sobre atuar em Avatar: “É uma experiência libertadora”
O filme, que estreia em 18 de dezembro, é o mais longo da franquia – com 3 horas e 15 minutos
O terceiro filme da franquia que apresenta o mundo de Pandora, casa do povo Na’vi, conta a história de uma família ameaçada pela guerra. Com direção de James Cameron, tudo começa semanas após a impactante conclusão de Avatar: O Caminho da Água (2022).
Ainda lidando com a perda de Neteyam, o filho mais velho, a família Sully passa a temer pela segurança de Spider (Jack Champion), o humano que haviam adotado como parte do clã. Porém, a viagem para levar o garoto de volta para o acampamento humano em Pandora é interrompida por um ataque do Povo das Cinzas, grupo que rompeu com a cultura tradicional dos Na’vi e abandonou sua conexão com a natureza.
O longa reflete sobre o poder da conexão com o planeta, empatia e o poder da união. Além de Zoe Saldaña e Kate Winslet, o elenco conta com Sigourney Weaver, Britain Dalton, Trinity Jo-Li Bliss entre outros astros de Hollywood. Com 3 horas e 15 minutos de duração, estreia nos cinemas em 18 de dezembro.
Sigourney Weaver, que interpreta Kiri, uma adolescente Na’vi, conversou com CLAUDIA sobre o projeto. Confira a entrevista completa:
Qual foi a primeira impressão ao ler o roteiro do filme?
Não foi diferente dos outros filmes, mas desta vez é possível conhecer as partes de Pandora que nunca vimos antes. Honestamente, fico pensando em como é possível criar um filme assim. Ao assistir em 3D, parece que você sai do ambiente e se sente realmente nas nuvens, voa sobre o oceano… É uma experiência tão incrível que eu disse ao Jim [Cameron] que é preciso assistir uma vez para conhecer a história e outra vez para entender se você realmente viu o que viu. É de tirar o fôlego.
Você percebe algum paralelo entre a história do filme e a crise climática que estamos enfrentando?
Pandora é um mundo que está sendo ameaçado de perda de habitat por mineração. E suas espécies estão sendo brutalmente mortas por motivos comerciais. Todas essas coisas, para mim, realmente reverberam no mundo real. Eu, recentemente, fiz parte da ratificação do Tratado de Alto Mar. Nós reunimos mais de 60 nações para proteger os oceanos até 2030 de pesquisas industriais, caçada e mineração. Também cria áreas protegidas.
Talvez a Terra esteja melhor do que Pandora porque as nações podem se comunicar e compartilhar seu conhecimento científico sobre o que está acontecendo com o planeta e, de fato, fazer algo para mudar.
Teve algo durante a filmagem que te surpreendeu?
Sim, eu sou muito impactada pela história dessa família que está tentando sobreviver e precisa tomar uma decisão sobre o que fazer dali em diante. O filme também traz temas como o racismo e como isso afeta uma família e uma comunidade inteira. É uma narrativa sofisticada que mostra o que podemos fazer frente a pessoas que não acreditam no que você acredita. Há, ainda, toda a experiência fantástica de estar em um mundo mágico.
Você tem uma longa parceria criativa com o James Cameron. Como ele ainda consegue desafiar você como atriz?
Ah, eu me sinto muito sortuda! O Jim teve essa ideia maluca de criar a Kiri como uma espécie de ramificação da Grace, e achou que fazia sentido me chamar pra fazer. Só alguém um pouco louco teria essa ideia, mas ainda bem que ele teve! Ele sempre brincou dizendo que eu era meio imatura, então interpretar uma adolescente de 14 anos seria fácil para mim. Nosso grupo é pequeno, e dá pra sentir que realmente somos uma família interpretando uma família.
O jeito dele dirigir é muito voltado para o ator. Ele tira de cena várias das distrações do cinema tradicional – cabelo, figurino, set, mil repetições – e deixa a gente focar totalmente na atuação. É quase como estar em um ensaio de teatro, em que tudo o que importa é a conexão com os colegas de cena. A tecnologia que ele usa é tão avançada que parece que o filme mostra um “raio X” da nossa essência, basta existir diante da câmera. É uma experiência libertadora, que muda completamente a forma como a gente entende o fazer cinema.
Muita gente ainda acha que dublar ou interpretar um personagem digital é algo distante, mecânico, mas é justamente o contrário: é um trabalho superautêntico. Espero que, com esse filme, mais pessoas consigam enxergar o quanto essa tecnologia pode aproximar o ator da emoção real.
O primeiro Avatar estreou em 2009, e até hoje a história encanta adultos e crianças. Por que você acha que a saga continua tão relevante?
Acho que é porque o Jim sempre quis contar histórias que falassem com todas as idades. Depois do primeiro filme, ele decidiu que não queria algo tão violento ou cheio de palavrões, que afastasse o público mais jovem. Ele quer se comunicar com todos nós, como habitantes da Terra. E ele sabe que as crianças enxergam o mundo com mais clareza, principalmente quando se trata do futuro do planeta.
Elas vão estar aqui quando o mar subir, quando o ar e a água limpos forem ainda mais preciosos. Então ele quer falar direto com essa geração, que está no centro das discussões sobre o futuro. Avatar é sobre família – sobre diferentes idades convivendo, aprendendo, se transformando. A Trinity, por exemplo, tinha sete anos no primeiro filme e hoje está com quinze. É bonito ver esses personagens crescendo, assumindo novas responsabilidades.
No fim das contas, acho que Avatar é uma carta de amor do Jim à própria família – e à ideia de família em si. Ele se inspira nas relações reais, nas pequenas brigas, nas brincadeiras, nas diferenças. Tudo isso está ali, nos diálogos e na energia dos personagens.
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