Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Abril Day: Claudia por apenas 4,00

‘Pantera Negra’: filme impressiona e as mulheres roubam a cena

Com elenco afinado, grandes cenas de ação e uma ambientação excepcional, "Pantera Negra" é um blockbuster para ficar na história.

Por Júlia Warken
7 fev 2018, 16h58 • Atualizado em 17 jan 2020, 09h14
 (Pantera Negra/Divulgação)
Continua após publicidade
  • O ano mal e mal começou e “Pantera Negra” já é um dos filmes mais importantes de 2018. Com estreia prevista para 15 de fevereiro, ele poderia ser simplesmente um dos vários longas que contam a origem dos heróis da Marvel, mas tem um plus a mais: trata-se do primeiro blockbuster multimilionário da história a ter um elenco quase 100% negro – há apenas dois personagens brancos com nomes e falas -, além de diretor e roteiristas negros.

    Representatividade inédita e investimento de peso

    Se você está achando que esse é um filme feito de qualquer jeito, apenas para “cumprir cotas”, então pensou errado! “Pantera Negra” tem a mesma magnitude de qualquer outra grande produção da Marvel e da Disney, com direito a colaboração da Lucasfilm. Estima-se que foram investidos 200 milhões de dólares na realização do longa, o que significa 20 milhões a mais do que “Thor: Ragnarok”, por exemplo.

    Cifras altas não são sinônimo de bom filme, mas é importante falar sobre isso em se tratando de “Pantera Negra”. Grandes estúdios visam lucro acima de tudo, lógico, o que não isenta a relevância de um longa como esse dentro do contexto das superproduções. Representatividade importa, sim. E é muito bom ver uma aposta como essa sendo feita.

    Dito isso, aos que acham que o mundo está “politicamente correto demais”, aí vai uma info: “Pantera Negra” é um ótimo filme de super-herói, independentemente do fator representativo. Temos aqui um longa que apresenta o personagem, mas não se resume a explicar a sua origem. Há uma boa história sendo contada, conflitos bem elaborados, ótimos efeitos visuais e uma ambientação criada com maestria excepcional. Somado a isso, a trama também traz uma poderosa reflexão sobre colonialismo e política.

    null
    Michael B. Jordan (à esquerda) e Chadwick Boseman (Pantera Negra/Divulgação)
    Continua após a publicidade

    A saga do Pantera Negra e o incrível reino de Wakanda

    O filme nos apresenta o reino fictício de Wakanda, país africano que detém a tecnologia mais avançada do planeta e mantém esse segredo há gerações. Um meteoro de vibranium – metal raro e poderosíssimo – caiu por lá muito tempo atrás e é ele que possibilita tanta tecnologia. Quem governa o país é o clã dos Panteras e também são eles que detêm os poderes místicos da pantera negra. O filme mostra a saga do recém empossado rei T’Challa, interpretado por Chadwick Boseman.

    Pouco depois de tornar-se rei, T’Challa precisa enfrentar o vilão Ulysses Klaue (Andy Serkis, em ótima atuação), um forasteiro que conhece o segredo de Wakanda e que conseguiu roubar um pouco de vibranium. Depois de uma reviravolta, um novo vilão – vivido por Michael B. Jordan – também dá as caras no país africano.

    O roteiro do filme é bem amarrado e prende a atenção do início ao fim, apesar dos muitos diálogos que explicam coisas ao público. Os vilões são interessantes e convincentes o que é um baita ponto positivo, já que esse é basicamente o calcanhar de Aquiles da Marvel. Em se tratando das cenas de ação, elas são grandiosas e empolgantes, mas poderiam ser melhor exploradas.

    A ambientação é um dos grandes destaque – se não o maior – do longa. Wakanda é um personagem por si só e ela foi construída com um capricho ímpar. A alta tecnologia do lugar é mesclada a aspectos tribais na decoração dos ambientes e principalmente no figurino. E esse é um trabalho bastante difícil, pois poderia descambar para o caricato com facilidade, mas não o faz. A atmosfera de Wakanda cumpre muito bem o papel de mostrar ao público que o povo ali retratado jamais deixou de lado suas tradições, mesmo tendo acesso ao que há de mais moderno.

    Continua após a publicidade
    pantera-negra-wakanda
    A maravilhosa ambientação de Wakanda é um dos pontos altos do filme (Pantera Negra/Divulgação)

    As minas dominam o filme

    O detalhe mais maravilhoso de Wakanda é que as mulheres chutam bundas, a começar pelas guerreiras encarregadas da segurança da família real. Essas guarda-costas são mulheres carecas munidas de lanças, comandadas pela general Okoye – interpretada por Danai Gurira, que rouba TODAS as cenas em que aparece.

    Preste atenção à atriz na sequência de cenas em Seul, ela e seu vestido vermelho entregam algumas das imagens mais bem pensadas do filme. Danai, que já havia mostrado muito girlpower como a Michonne, de “The Walking Dead”, começa 2018 com o pé direito, fincando seu nome na lista de mulheres para ficar de olho daqui para frente.

    Outras duas minas fortes do filme são Nakia (Lupita Nyong’o) e Shuri (Letitia Wright). Lupita já mora em nossos corações e está muito bem no filme, mostrando confiança e sensibilidade na mesma medida. E Letitia é outra atriz para ficar de olho! Revelada no último episódio da quarta temporada de “Black Mirror”, em “Pantera Negra” ela está maravilhosa como a irmã de T’Challa, que é responsável por comandar o laboratório hi-tech de Wakanda.

    Continua após a publicidade

    Por fim, a veterana Angela Bassett também tem uma presença marcante em cena, interpretando a matriarca do clã Pantera. É muito bom ver a grande intérprete de Tina Turner de volta às telonas.

    pantera-negra-2
    Dananai Gurira (à esquerda) e Lupita Nyong’o (no centro), em “Pantera Negra” (Pantera Negra/Divulgação)

    Para além das fortíssimas mulheres do longa, é justo dizer que todo o elenco está afinado e que, definitivamente, atores negros aparecem menos nas telonas por falta de oportunidade e não por falta de talento. O mesmo pode ser dito do diretor e co-roteirista Ryan Coogler e de Joe Robert Cole, que também assina o roteiro.

    Assim como aconteceu com “Mulher-Maravilha”, que é muito mais do que “aquele filme de super-herói protagonizado por uma mulher”, “Pantera Negra” definitivamente não veio para ser “o filme de super-herói protagonizado por negros”. Ambos são importantes pela representatividade, mas mais importantes ainda por mostrar que a cultura pop não está sendo assistencialista ao tornar-se diversa. Ela passa a ser muito mais interessante e rica justamente quando dá cartas ousadas como essa.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    ABRILDAY

    Digital Completo

    Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    ABRILDAY

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.