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“Wonka” de Chalamet é a releitura mais afetiva do clássico de Roald Dahl

Menos extravagante que suas antecessoras, a adaptação aposta em um clima deliciosamente carinhoso

Por Kalel Adolfo
7 dez 2023, 09h35 •
Crítica do filme "Wonka" (2023).
"Wonka" estreia hoje (7) nos cinemas brasileiros.  (Warner Bros. Pictures/Reprodução)
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  • De suas próprias maneiras, as adaptações de A Fantástica Fábrica de Chocolate comandadas por Mel Stuart (1971) e Tim Burton (2005) marcaram o imaginário coletivo em suas épocas de lançamento. Enquanto o fabuloso Gene Wilder trouxe uma roupagem carismática ao personagem de Willy Wonka, Johnny Depp entregou uma postura excêntrica e incomum ao personagem. Independente do tom, ambas as versões acertaram naquilo que se propuseram.

    E agora, vinte anos após a última releitura cinematográfica do clássico de Roald Dahl, de forma surpreendente, o diretor Paul King (Paddington) provou que ainda há espaço para novas (e bem-vindas) abordagens da história.

    Sim, aparentemente, o mesmo raio pode cair não apenas duas, mas três vezes no mesmo lugar.

    Quando entrevistei King para a edição de dezembro de CLAUDIA, o cineasta chegou a comentar que possuía uma ligação de extremo carinho pela obra literária (que, inclusive, chegou a ser um dos primeiros livros que realmente o fascinaram).

    Por isso, ele optou por não realizar grandes mudanças à narrativa — ao invés disso, decidiu criar um projeto que, ao mesmo tempo que fosse fiel à obra original, homenageasse as criações audiovisuais que a antecederam.

    Tal declaração se mostrou verdadeira em Wonka, que sem grande esforços se tornou a versão mais afetiva nesta tríade de refilmagens.

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    O carinho do cineasta pela obra transborda em cada sequência colorida e fantasiosa do filme, transformando o projeto em uma viagem por um mundo onde os sonhos ditam o andamento da trama.

    Timothée Chalamet é a grande estrela de Wonka

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    Timothée entrega o papel mais cativante de sua carreira em “Wonka”. (Warner Bros. Pictures/Reprodução)

    Seria um tiro no pé escolher um artista mediano para dar vida à Willie Wonka (especialmente quando já tivemos interpretações tão marcantes do personagem). Este definitivamente não é o caso aqui.

    Timothée Chalamet (Call Me By Your Name) ultrapassa os estereótipos de estrela teen blasé que o acompanharam desde o seu início na indústria cinematográfica, trazendo uma aura de inocência e descontração deliciosas para o protagonista.

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    Em quase duas horas de filme, ele canta, executa coreografias mirabolantes e se comporta de uma maneira que transformam o papel no mais cativante de sua carreira.

    É puramente divertido acompanhar a sua trajetória rumo à construção da fábrica de chocolates. Tal simplicidade, quando executada de maneira genuína, evoca aquele senso de escapismo que apenas a sétima arte sabe proporcionar.

    Elenco carismático torna o filme hipnotizante

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    Olivia Colman vive a antagonista de “Wonka”. (Warner Bros. Pictures/Reprodução)

    É absolutamente um deleite acompanhar a majestosa Olivia Colman como Mrs. Scrubbit em Wonka, a proprietária desonesta de uma pensão que acaba aprisionando Wonka em seu estabelecimento.

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    A cada vez que surge em cena, a atriz dá uma aula estrondosa de magnetismo cinematográfico.

    A doce Sally Hawkins (A Forma da Água) também aparece em flashbacks como a mãe do jovem Willie — uma participação breve, mas absolutamente necessária para a doçura (literal e figurativa) da história.

    E falando em cameos rápidas, mas eficazes, é impossível não se empolgar com a presença de Rowan Atkinson (sim, o icônico Mr. Bean) e Hugh Grant na produção. Todo esse arsenal de estrelas hollywoodianas (algumas mais estabelecidas do que outras) contribuem para a atmosfera nostálgica do projeto.

    Direção de arte não fica atrás das adaptações anteriores

    Crítica de 'Wonka' (2023).
    Direção de arte de Wonka é assinada pelo indicado ao Oscar Paul Crawley. (Warner Bros. Pictures/Reprodução)
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    Se há algo que esperamos ver no universo da Fantástica Fábrica de Chocolate é uma beleza onírica nos sets. Felizmente, o diretor de arte Nathan Crowley (Batman – O Cavaleiro das Trevas), indicado seis vezes ao Oscar, não decepciona nesse quesito.

    Todas as ambientações, figurinos e objetos de Wonka operam de maneira lúdica, impossibilitando que o espectador não se perca na proposta vibrante e colorida da obra.

    Assista ao trailer de Wonka

    Em um ano marcado por grandes produções independentes (os estúdios menores vêm se tornando, cada vez mais, a esperança criativa de Hollywood), Wonka, assim como Barbie, prova que ainda há fôlego artístico no mainstream.

    Com um ritmo assertivo, elenco competente e um envolvimento afetivo do cineasta com a sua fonte de inspiração, o longa protagonizado por Timothée Chalamet é parada obrigatória para qualquer um que queira sair das salas de cinema com um “quentinho” no coração.

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    Wonka estreia hoje (7) nos cinemas nacionais.

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