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Por que Bridgerton escolheu retratar pessoas LGBTQIA+ com alegria

Atrizes da série explicam por que a produção optou por representar a diversidade como celebração, e não como sofrimento

Por Beatriz Lourenço
15 jan 2026, 10h00 • Atualizado em 15 jan 2026, 17h36
Golda Rosheuvel e Adjoa Andoh falam sobre representatividade feminina em Bridgerton
Golda Rosheuvel e Adjoa Andoh falam sobre representatividade feminina em Bridgerton (Divulgação/Divulgação)
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  • A quarta temporada de Bridgerton aprofunda ainda mais o jogo de amores, aparências e convenções sociais da alta sociedade londrina. Desta vez, o boêmio Benedict (Luke Thompson) é o personagem principal. 

    Ele, que não pensa em se casar, conhece uma dama apaixonante no baile de máscaras de sua mãe. A série segue fiel à sua proposta de atualizar um romance de época para o olhar contemporâneo, abordando temas como autonomia feminina, reputação e pertencimento. 

    “Na trama, as mulheres são estratégicas e estão constantemente fazendo as coisas funcionarem. São elas que estão no controle – por trás de um grande homem, sempre há uma grande mulher”, comenta Golda Rosheuvel, que interpreta a Rainha Charlotte

    Bridgerton
    Desta vez, o boêmio Benedict (Luke Thompson) é o personagem principal. (Divulgação/Divulgação)

    Logo nos primeiros episódios também é possível entender melhor os laços entre a líder da corte e Agatha, conhecida como Lady Danbury.

    “Essa amizade lhes dá a confiança de ser quem são no mundo que elas vivem. E elas sabem que uma vai dizer a verdade à outra, não importa o que aconteça”, ressalta Adjoa Andoh, que dá vida a personagem. 

    “Ambas são levadas à corte para casar com homens que nunca conheceram antes, ter seus filhos e fazer alianças. Por serem mulheres negras, as duas se entendem em um nível emocional que outras pessoas não conseguem. É uma relação muito forte.” 

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    A presença constante de Lady Whistledown continua sendo o fio condutor dos episódios, provando que o caminho até o sucesso é sempre cheio de intrigas. A estreia está marcada para 29 de janeiro na Netflix

    Confira a entrevista completa com Golda Rosheuvel e Adjoa Andoh:

    Queen Charlotte é respeitada mesmo quando suas decisões geram discordância. O que há na liderança de uma mulher que um homem não apenas não consegue, mas também não deseja exercer?

    Adjoa Andoh: Ela poderia ser como Jacinda Ardern e se tornar a primeira-ministra da Nova Zelândia enquanto está grávida. Há um documentário incrível sobre ela que a mostra amamentando enquanto está no gabinete tomando decisões incríveis. 

    Golda Rosheuvel: Em Bridgerton, as mulheres são estratégicas e estão constantemente fazendo as coisas funcionarem. São elas que estão no controle – por trás de um grande homem, sempre há uma grande mulher. 

    Rainha Charlotte e Lady Danbury
    Na trama, Rainha Charlotte e Lady Danbury são melhores amigas (Divulgação/Divulgação)
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    E a Rainha Charlotte e a Lady Agatha são melhores amigas. Como essa amizade contribui para quem elas são?

    Adjoa Andoh: Essa amizade lhes dá a confiança de sair e ser quem eles são no mundo em que elas vivem. E elas sabem que há alguém ao seu lado que vai lhes contar a verdade. Agatha vai contar à rainha a verdade e talvez ela tenha que encontrar um jeitinho de fazer isso. Por outro lado, a rainha oferece à Agatha seu status na corte. 

    Elas operam em um nível prático, mas há um envolvimento emocional – essas duas mulheres foram levadas à corte para casar com homens que nunca se conheceram, tiveram seus filhos, fizeram alianças e navegaram um caminho complexo como duas mulheres negras.

    Golda Rosheuvel: Esse relacionamento é muito, muito forte visto que elas tiveram que passar por tantas coisas juntas. 

    A série apresenta um passado reimaginado, no qual questões como racismo e homofobia são intencionalmente deixadas de fora. Que impacto você acredita que essa escolha tem sobre a audiência?

    Golda Rosheuvel: Eu não acho que elas são intencionalmente removidas. Se você olhar para a história da Rainha Charlotte, você verá que há uma luta acontecendo. Eles chamam isso de “o grande experimento”. Então, eles estão absolutamente cientes de que, quando ela casa com o rei, há uma mudança no país.

    Muitos historiadores concordam que a Rainha Charlotte tinha ascendência africana. E, quando ela veio para a Inglaterra, havia reclamações sobre os seus lábios, o seu nariz e a pele de mulata.

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    Adjoa Andoh: Nós sabemos tudo isso, mas a história que queremos contar é de celebração. Pessoas gays, lésbicas e trans existem desde que o mundo começou, então escolhemos incorporá-las de uma forma alegre para que todos se sintam bem-vindos.

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