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5 livros de autoras coreanas que estão bombando em 2025

Confira obras que conquistam o público com histórias encantadoras sobre identidade, relações familiares e os desafios da vida moderna

Por Beatriz Lourenço
24 mar 2025, 09h00
5 livros de autoras coreanas que estão bombando em 2025
5 livros de autoras coreanas que estão bombando em 2025  (Pexels/Reprodução)
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A literatura coreana segue conquistando espaço no cenário internacional, e em 2025, as autoras estão no centro das atenções. Elas escrevem narrativas complexas que abordam temas como identidade, relações humanas e as dores da vida moderna.

Com estilos que vão do drama intimista ao suspense psicológico, elas oferecem novas perspectivas sobre questões sociais e culturais, cativando leitores ao redor do mundo. Os romances, inclusive, são pautas para a trend #BookTok, uma série de vídeos criados no TikTok que estimulam os fãs de livros na plataforma. Abaixo, veja os favoritos:

A Vegetariana, por Han Kang 

A Vegetariana, por Han Kang 

Um exemplo é a autora Han Kang, a mais recente ganhadora do Nobel de literatura. A obra conta a história de uma mulher comum que, pela simples decisão de não comer mais carne, transforma uma vida aparentemente sem maiores atrativos em um pesadelo perturbador e transgressivo. Narrado a três vozes, ele apresenta o distanciamento progressivo da condição humana de uma mulher que decidiu deixar de ser aquilo que marido e família a pressionaram a ser a vida inteira. É uma história sobre rebelião, tabu, violência e erotismo escrita com a clareza atordoante das melhores e mais aterradoras fábulas.

@book.ster

#resenhasdobookster A vegetariana, de Han Kang Perturbador. Se me pedissem para descrever o fenômenos sul-coreano, que vendeu milhões de exemplares pelo mundo, em apenas uma palavra, não teria dúvidas na resposta. E se para muito leitores o livro foi longe demais, causando um incômodo que prejudicou a experiência, para mim “A Vegetariana” foi uma leitura excelente. Nos últimos meses, o livro voltou às prateleiras de mais vendidos depois do anúncio do Prémio Nobel de Literatura de 2024 à autora Han Kang. O resultado causou certa surpresa no mercado literário, já que a Academia Sueca não costuma escolher autores tão jovens e que costumam vender tantos livros, como se o aspecto comercial fosse uma chancela – negativa – da qualidade literária das obras. Na minha opinião, nada mais injusto do que esse pensamento. Sobre o enredo, não espere uma leitura relacionada ao título. Há, sim, uma personagem que de um dia para o outro decide parar de comer carne. Mas isso é só o início de um comportamento peculiar e sem muitas explicações que acaba tumultuando todos aos seu redor. O que se sabe é que Yeonghye tem sonhos misteriosos, que acabam conduzindo as suas decisões e o seu afastamento social gradativo. E o mistério é reforçados pelas distintas vozes que nos apresentam a narrativa – nenhuma delas de Yeonghye. Em um primeiro momento temos a perspectiva do seu marido e o espanto gerado pela abrupta mudança da personagem. Na segunda parte, a história passa a ser contada pelo cunhado de Yeonghye, que passa a trazer um aspecto erótico e mais perturbador para as páginas. E, por fim, é a irmã da vegetariana que finaliza a obra. Por trás de uma decisão aparentemente inocente, temos uma família problemática, uma infância delicada e uma denúncia da opressão feminina e uma reflexão sobre a nossa concepção de loucura – até porque não temos o ponto de vista de Yeonghye. Em diversos momentos fiquei com o estômago embrulhado e, ao mesmo tempo, com dificuldade de largar aquelas páginas. Se você não se importa com um romance perturbador, “A vegetariana” é uma escolha certeira e que te deixará pensando por muitos dias Nota 10/10 #avegetariana #HanKang #literatura

♬ som original – booksterpedro

Amêndoas, por Won-Pyung Sohn 

Amêndoas, por Won-Pyung Sohn 

Yunjae nasceu com uma condição neurológica chamada alexitimia, ou a incapacidade de identificar e expressar sentimentos, como medo, tristeza, desejo ou raiva. Ele não tem amigos ― as duas estruturas em forma de amêndoas localizadas no fundo de seu cérebro causaram isso ―, mas a mãe e a avó lhe proporcionam uma vida segura e tranquila. O pequeno apartamento em que moram, acima do sebo da mãe, é decorado com cartazes coloridos com lembretes de quando sorrir, quando agradecer e quando demonstrar preocupação.

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Então, no seu décimo sexto aniversário, véspera de Natal, tudo muda. Um ato chocante de violência destrói tudo que Yunjae conhece, deixando-o sozinho. Lutando para lidar com a perda, o garoto se isola no silêncio, até a chegada do problemático colega de escola Gon.

 

@zmariooo

Amêndoas é MUITO bom não aceito menos 😭 #booktokbrasil #amendoas #livro

♬ som original – Z Mario

Bem-Vindos À Livraria Hyunam-Dong, por Hwang Bo-Reum 

Bem-Vindos À Livraria Hyunam-Dong, por Hwang Bo-Reum 

Yeongju tem se sentido desmotivada. Sua vida se tornou uma sucessão de frustrações e ela sente um vazio eterno no peito. Cansada de viver assim, ela decide deixar tudo para trás e colocar em prática um antigo sonho: abrir uma livraria. Mas começar um negócio nunca é fácil, e ela precisa aprender que ser uma amante dos livros não é o suficiente para tornar o seu sonho realidade.

Conforme vai entendendo como administrar um negócio, Yeongju também descobre mais sobre si mesma e quem ela quer ser. Cercada por livros, ela encontra um novo significado para a vida à medida que a Livraria Hyunam-dong se transforma em um espaço convidativo para que almas feridas descansem, se curem e descubram o que realmente importa. E quando os clientes começam a se sentir confortáveis para compartilhar suas histórias, experiências, esperanças e emoções naquele espaço, finalmente sente que encontrou o seu lugar.

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@otiagovalente

um livro pra quem precisa de um abraço 💜 titulo: bem-vindos à livraria hyunam-dong #livros #booktok #booktokbrasil

♬ som original – Tiago Valente

Pachinko, por Min Jin Lee 

Pachinko, por Min Jin Lee 

No início dos anos 1900, a adolescente Sunja, filha adorada de um pescador aleijado, apaixona-se perdidamente por um rico forasteiro na costa perto de sua casa, na Coreia. Esse homem promete o mundo a ela, mas, quando descobre que está grávida ― e que seu amado é casado ―, Sunja se recusa a ser comprada. Em vez disso, aceita o pedido de casamento de um homem gentil e doente, um pastor que está de passagem pelo vilarejo, rumo ao Japão. A decisão de abandonar o lar e rejeitar o poderoso pai de seu filho dá início a uma saga dramática que se desdobrará ao longo de gerações por quase cem anos.

Neste romance movido pelas batalhas enfrentadas por imigrantes, os salões de pachinko ― o jogo de caça-níqueis onipresente em todo o Japão ― são o ponto de convergência das preocupações centrais da história: identidade, pátria e pertencimento. Para a população coreana no Japão, discriminada e excluída ― como Sunja e seus descendentes ―, os salões são o principal meio de conseguir trabalho e tentar acumular algum dinheiro.

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Uma grande história de amor, Pachinko é também um tributo aos sacrifícios, à ambição e à lealdade de milhares de estrangeiros desterrados. Das movimentadas ruas dos mercados aos corredores das mais prestigiadas universidades do Japão, passando pelos salões de aposta do submundo do crime, os personagens complexos e passionais deste livro sobrevivem e tentam prosperar, indiferentes ao grande arco da história.

@biaamaralt

vlog de leitura de pachinko :)) #booktok #booktokbrasil #pachinko #vlogdeleitura #livros #amoler #literatura #bookstan #foryou #fyp

♬ Cry by Cigarettes After ___ – Your Audio Girl🎧💕

Kim Jiyoung, Nascida em 1982, por Cho Nam-Joo 

Kim Jiyoung, Nascida em 1982, por Cho Nam-Joo 
Kim Jiyoung, Nascida em 1982, por Cho Nam-Joo (Reprodução/Reprodução)
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Em um pequeno apartamento nos arredores da frenética Seul vive Kim Jiyoung. Uma millennial comum, Jiyoung largou seu emprego em uma agência de marketing para cuidar da filha recém-nascida em tempo integral ― como se espera de tantas mulheres coreanas. Mas, em pouco tempo, ela começa a apresentar sintomas estranhos, que preocupam o marido e os sogros: Jiyoung personifica vozes de outras mulheres conhecidas ― vivas e mortas. A estranheza de seu comportamento cresce na mesma proporção que a frustração do marido, que acaba aconselhando a esposa a se consultar com um psiquiatra.

Toda a sua trajetória é, então, contada ao médico. Nascida em 1982 e com o nome mais comum entre as meninas coreanas, Kim Jiyoung rapidamente se dá conta de como é desfavorecida frente ao irmão mimado. Seu comportamento sempre é vigiado e cobrado pelos homens ao seu redor: desde os professores do ensino fundamental, que impõem uniformes rígidos às meninas, até os colegas de trabalho, que instalam uma câmera escondida no banheiro feminino para postar fotos íntimas das mulheres em sites pornográficos.

A vida dolorosamente comum de Kim Jiyoung vai contra os avanços da Coreia do Sul, uma vez que o país abandona as políticas de controle de natalidade e “planejamento familiar” ― que privilegiava o nascimento de meninos ― e aprova uma nova legislação contra a discriminação de gênero. Diante de tudo isso, será que seu psiquiatra pode curá-la ou sequer descobrir o que realmente a aflige? 

@amy.livros

Li Kim Jiyoung nascida em 1982, fiquei extremamente deprimida, adorei, favoritei e agora vim indicar pra você com participação especial de algo que aparentemente é um terçol no meu olho kkk #booktok #livros #booktokbrasil

♬ som original – Amanda Maciel

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