Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Abril Day: Claudia por apenas 4,00
Imagem Blog

Sofia Menegon

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Sofia Menegon é feminista, idealizadora da podcast Louva a Deusa e consultora em relacionamento e sexualidade

Abri mão da monogamia e não me senti livre

Fui eu quem pedi, quem propôs e argumentou por mais de três anos, mas tornar real é muito diferente

Por Sofia Menegon
18 ago 2022, 08h01 • Atualizado em 2 mar 2023, 15h04
Eu estava intelectualmente prontíssima para a não-monogamia. Mas emocionalmente? Com certeza não.
Eu estava intelectualmente prontíssima para a não-monogamia. Mas emocionalmente? Com certeza não.  (Andrea Piacquadio (Pexels)/Reprodução)
Continua após publicidade
  • O frio no estômago. Náusea. Abismo. Fui eu quem pedi, quem propôs e argumentou por mais de três anos, mas tornar real é muito diferente. O arrepio que descia a espinha me colocava em estado de sobrevivência. Sentia tesão e repulsa. Extasiada e paralisada. Era o primeiro dia de um estar diferente no mundo e desagarrar-me da pele que usei por tanto tempo me deixava exposta. Carne viva. Viva, em carne.

    Essa foi a sensação do primeiro dia não-monogâmica. Ao contrário do que se possa esperar, não me senti livre. A verdade é que consegui visualizar com maior nitidez as amarras que me prendiam e o quão imobilizantes eram. Tive vontade de sair correndo e pedir pra voltar atrás. Mas segui.

    Àquela altura, só a decisão já causava movimentos internos mais intensos do que eu poderia prever. Em mim existia o ímpeto de controlar meu parceiro com ferocidade. Um desejo profundo de mantê-lo à vista, criar regras rígidas e vigiar cada passo que desse. Mas como diz minha amiga Satta, “não pago terapia para isso”.

    Nossos acordos eram apenas dois. O primeiro, evitar relações com pessoas do nosso círculo de amizades. O segundo, fazer exames periódicos. Só. Valia apaixonar-se, valia namorar, viver histórias e ser. Tudo que, na minha cabeça, tornava o amor aquele lugar com sentido. Mas, honestamente, doeu.

    Aprendi, nessa experiência de abrir uma relação, que não se pode reescrever uma história que já foi vivida. Não se começa do zero. É preciso continuar de onde parou. É preciso, também, de muito acolhimento, conversa, autoconhecimento. 

    Continua após a publicidade

    Eu estava intelectualmente prontíssima para a não-monogamia. Mas emocionalmente? Com certeza não. Mas fui assim mesmo e foi assustador. E bom. E intenso. Porque as coisas nunca são uma coisa só e é por isso que viver é bom. 

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    ABRILDAY

    Digital Completo

    Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    ABRILDAY

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.