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Martchela - Ministra do Namoro

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Jornalista, atriz e humorista, @martchela__ é apresentadora do Lambisgóia Cast

Vamos ser sinceras? O mundo ainda é dos homens

A luta diária das mulheres em um mundo que ainda é feito para eles.

Por Martchela, Ministra do Namoro
3 jun 2024, 08h00 •
Ilustração ao estilo anos 1950 de uma mulher entregando um papel para um homem
Queremos tudo agora! (CSA Images/Getty Images/Getty Images)
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  • Vamos ser sinceras: o mundo ainda é dos homens. Sim, infelizmente, precisamos falar sobre isso. Enquanto agressores de mulheres e assediadores saem impunes de seus crimes, ainda somos vítimas. Enquanto homens traem e suas mulheres e amantes são tratadas como vilãs, eles continuam habitando os lugares de poder.

    Não, não temos os mesmos direitos, não ganhamos os mesmos salários, e não temos as mesmas condições de vida. Gozamos menos, temos tendência a mais enxaqueca, TPM e temos as mudanças hormonais e a menopausa. Eles ganham tapinhas nas costas e nós como lilith somos jogadas no pântano do cancelamento.

    + Orgasmo com penetração: como chegar lá? É preciso chegar lá?

    Nossos corpos são invadidos sem permissão. O Estado controla, e a igreja pune e decide sobre nossos corpos e destinos. Morar sozinha ainda é mais caro para a mulher.

    Ter ou não ter filho ainda pesa sobre a mulher. Se temos filhos, a questão impera: “vai deixar a carreira? Sua desleixada”. “Vai ficar na carreira? Sua egoísta”.

    Casar ou não casar pesa só para mulher. Olha o Leonardo DiCaprio aí. Gozou demais e gemeu? Puta. Não gozou? Frígida

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    Vivo em uma bolha onde o peso é menor, mas ainda sim, segue enraizado por questões provincianas. Vira e mexe, mulheres – inclusive eu – somos julgadas por um deslize, um porre, um desamor. Fingimos não ligar.

    Outras, para serem aceitas, se alinham a seus algozes fazem a linha santa na sociedade, puritana, não falam alto e nem palavrões. Daí lutamos contra o patriarcado e suas simpatizantes. Repito, o mundo é (ainda) dos homens.

    O pacto da brotheragem “pô, fez merda, mas vem cá”, logo quando o próprio pisa fora da linha será acolhido. É fácil, assim, né? “Pô, mas não tô do lado dele, acho que errou”, mas continua lá saindo, trocando ideia. O peso, meus caros, é menor.

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    Nada os atinge, e se atinge, os absolvem muito, muito rápido. Se um homem agrediu, assediou, fez um inferno na vida de alguma namorada, noiva, esposa, transformou todas em loucas, passam-se duas semanas e o vemos rodeado de amigos com tapinhas nas costas em uma grande festa.

    A mulher continua sendo a louca. Acho melhor acatar esse papel, ser louca, raivosa mesmo. Admitir falhas ao vivo. Rir dos tropeços. torcer pelo mais fraco na cadeia alimentar. De verdade: como não enlouquecer?

    Polêmica: não acredito na sororidade que determina que todas as mulheres têm que ser amigas (não temos nada. Temos que lutar por direitos políticos. Amizade se tem e se cria por outros motivos).

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    Acredito, sim, em uma união e vibro quando uma consegue se livrar de uma relação tóxica e pesada. Sim, torço contra homens que fazem nossas vidas um inferno. Dou mini gritinhos quando abusadores psicológicos ou físicos são desmascarados e, de fato, pagam por isso.

    Apesar de sermos mais legais e mais bonitas, eles acabam se dando bem no final. SEMPRE.

    Ser adulta é entender que, sim, às vezes os vilões se dão bem no final. Mas ainda sim, torço que as máscaras caiam e a vitória seja nossa! “Que a leoa possa mais que o leão”, como canta Caetano Veloso.

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    Por isso, a partir de hoje, aceito flores, chocolates, presentes, cartas, PIX e pedidos de desculpas – mesmo que com atraso e com juros. Aceito e quero tudo.

    Como ser mulher é ser privada de tudo, eu vou desejar muito, vou querer mais e, quando conseguir, vou querer mais um pouco. Viva quem aguenta, persiste e ainda tem saúde mental. A nós mulheres, que um dia o mundo seja nosso também e que gozemos muito no sexo e na vida.

    Como ministra do amor decreto: adicional já de insalubridade e terapia grátis por ser mulher nesse país, mundo, galáxia.

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