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Cynthia de Almeida

Por Mulher S.A. Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Coluna da jornalista e estudiosa do comportamento feminino Cynthia de Almeida

Não atenda, pense: Por que trocar mensagens é melhor do que telefonar

Uma conversa ao telefone propicia falhas de concisão, entendimento e ritmo. E raras vezes cumpre o objetivo desejado

Por Da Redação
10 jul 2018, 12h14 • Atualizado em 10 jul 2018, 12h15
aplicativo violência doméstica
 (demaerre/ThinkStock)
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  • “Não posso falar; somente WhatsApp.” Esse é o recado-padrão definido no meu perfil do aplicativo. E também a mensagem gravada na caixa postal do meu celular, programado, aliás, para receber ligações apenas de uma estrita lista de favoritos a qualquer hora do dia.

    Em plena era do acesso ilimitado, instantâneo e ininterrupto, faz sentido fugir de conversas ao telefone como o diabo da cruz? As ferramentas de comunicação por escrito, desde o ancestral e-mail, não estariam roubando a eficiência, espontaneidade e o prazer da comunicação oral? Fui pesquisar o que especialistas em produtividade pensam a respeito da minha antipática “telefonefobia” e me senti menos culpada.

    Estudiosos do assunto avaliam que a sincronicidade exigida por uma conversa telefônica propicia falhas de concisão, entendimento e ritmo. E raras vezes cumpre o objetivo desejado. O que significa que o velho “vou te ligar e a gente resolve isso” nem sempre é uma boa ideia. Falar ao telefone é para iniciados. Requer pausas no momento certo, atenção plena e cortesia para evitar interrupções ou sobreposições.

    Trata-se de uma sutil dança verbal. Se o assunto a ser debatido for de alguma complexidade, exigirá preparo anterior para que o diálogo não seja infrutífero. Se a ligação é apenas para combinar que os detalhes importantes serão enviados depois por escrito, então já poderia começar – e terminar – dessa maneira.

    Os famosos calls, jargão das empresas para denominar simples chamadas ou teleconferências, perdem para o e-mail em objetividade e eficiência. Numa conversa em que muitas vezes não se conhece o interlocutor, não temos informações prévias sobre o modo de a pessoa do outro lado da linha se expressar.

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    Alguém acostumado a ouvir mais do que falar pode nos fazer crer que a ligação caiu ao promover silêncios constrangedores. Quem não consegue lidar com as pausas corre o risco de atropelar o raciocínio alheio. E pedir para a outra pessoa ouvir até o fim pode soar rude. Assim como pular a etapa de troca de amabilidades inicial ou se perder em delongas para encerrar a ligação.

    A suposta vantagem de ser uma forma mais humanizada de comunicação, capaz de fornecer sinais de aprovação ou não no seu subtexto, é vaga. Sem o contato visual, não conseguimos perceber olhares ou movimentos reveladores da linguagem corporal. Não temos como adivinhar se a pessoa do outro lado está interessada no nosso assunto ou morta de tédio.

    Outro dado importante é o inconveniente de um telefonema inesperado interromper nosso fluxo de trabalho. Um estudo da Universidade de Michigan atestou que interrupções de dois segundos geram o dobro de erros na execução de uma tarefa. E aumentam em 9% o índice de exaustão no trabalho. Outro estudo, da Universidade da Califórnia, apurou que 23 minutos e 15 segundos é o tempo necessário para o seu cérebro se reconectar com a atividade que estava exercendo antes de ser interrompido.

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    Calls previamente agendados não melhoram o cenário. Saber que você tem o compromisso de falar com alguém no dia tal, a tal hora, gera o custo mental do stress de uma tarefa não concluída. Em algum lugar da sua mente, fica o aviso de que há algo que ainda não fez. Escrever e ler mensagens sem horário marcado nos poupa dessa angústia.

    Mas a vantagem definitiva das mensagens por escrito é que ela nos garante tempo para ler e refletir sobre as respostas. Um e-mail pode ser relido, checado, analisado. Você nunca terá a chance de reeditar um telefonema. Ou de deletar a bobagem que nunca deveria ter dito.

    Veja também: Gente certa é gente aberta

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